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EIXO TEMÁTICO: EIXO TEMÁTICO 2 — Atenção Primária e Políticas Estratégicas: Integração com a RAS para Construção de Cuidado com Equidade

CATEGORIA: Município – Experiências desenvolvidas na gestão ou nos serviços de saúde municipais.

IMPACTO DA IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE FLUXO DE ENCAMINHAMENTO À EQUIPE MULTIPROFISSIONAL ESPECIALIZADA EM SAÚDE MENTAL NO MUNICÍPIO DE TRINDADE/PE.

Aprovado

ID: 5649

Autores

Autor Principal: João Vinnicius Alencar Piancó
Coautores:

  1. João Rafael da Silva Fonseca


Período de Realização

Segundo Semestre de 2025.

Objeto da Experiência

Implantação e avaliação do protocolo do fluxo de encaminhamento para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Trindade/PE.

Objetivos

Relatar o impacto da implantação do protocolo de fluxo de encaminhamento à RAPS de Trindade/PE. Otimizar demandas, garantir o acesso resolutivo, humanizado e reduzir encaminhamentos inadequados, fortalecendo a rede intersetorial e os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB).

Descrição da Experiência

O município de Trindade, no Sertão Pernambucano, (pop. 30.321/IBGE 2022) possuía fragilidade no manejo e encaminhamento de usuários à RAPS, resultando em busca desnecessária por serviços especializados. A Coordenação da Equipe Multiprofissional, em parceria com a Residência em Gestão de Redes de Saúde (ESPPE), elaborou um fluxograma focado na estrutura local. O protocolo foi implantado para integrar os dispositivos existentes e orientar as equipes sobre o percurso terapêutico adequado.

Resultados

Os resultados iniciais indicaram que a adesão ao protocolo de fluxo otimizou a integração entre os diversos níveis de atenção da RAPS. A padronização dos fluxos e orientações reduziu encaminhamentos para serviços de saúde mental especializada (como CAPS) em casos de baixa complexidade, direcionando-os à Atenção Primária (APS) ou eMulti, com redução das rupturas no cuidado e maior garantia de acesso resolutivo, respeitando a complexidade de cada caso e evitando o congestionamento da rede.

Aprendizado e Análise Crítica

O principal aprendizado é que a ausência de fluxos claros compromete a qualidade do cuidado e sobrecarrega os serviços especializados, desrespeitando a lógica da RAPS. A implantação do protocolo, envolvendo a rede e a gestão, demonstrou ser uma ferramenta essencial na qualificação do manejo clínico e do percurso terapêutico. A análise crítica aponta a necessidade de constante monitoramento e educação permanente para manutenção da adesão e do alinhamento do protocolo às políticas públicas.

Conclusões e/ou Recomendações

A implantação do protocolo mostrou-se eficaz para aperfeiçoar o percurso terapêutico dos usuários, qualificando o acesso e resolutividade na saúde mental municipal, fortalecendo os princípios da RPB ao priorizar a articulação da rede e o cuidado no território. Ademais, observa-se a necessidade de expansão do monitoramento dos indicadores de encaminhamento e a replicação deste método em municípios com RAPS que apresentem fragilidades semelhantes.


Declaração de Conformidade com o Edital: ✅ Sim

Declaração de Cessão de Direitos: ✅ Sim

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