EIXO TEMÁTICO: EIXO TEMÁTICO 2 — Atenção Primária e Políticas Estratégicas: Integração com a RAS para Construção de Cuidado com Equidade
CATEGORIA: Nível Central – Experiências desenvolvidas na gestão ou nos serviços de saúde a nível central da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.
Coordenação do cuidado materno-infantil e inclusão de pessoas com Autismo e demais neurodiversidades no Sistema Único de Saúde pernambucano
ID: 4601
Autores
Autor Principal: Tássia Mayra Oliveira Farias
Coautores:
- Cíntia Cibelle da Silva Ramos
- Roberta Gomes Menezes de Lima
- Emmanuelle Olímpio da Silva
Período de Realização
Experiência entre agosto e setembro de 2025: criação e implementação de fluxo assistencial.
Objeto da Experiência
Relato da coordenação do cuidado materno-infantil com foco em autismo e neurodiversidades.
Objetivos
Fortalecer a linha de cuidado materno-infantil no SUS de Pernambuco, integrando ações voltadas à detecção precoce, acompanhamento e inclusão de pessoas com TEA e neurodiversidades, articulando diferentes pontos de atenção da rede.
Descrição da Experiência
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, por meio da CASPTEAN, implementou estratégias para qualificar a linha materno-infantil, incluindo protocolos de triagem precoce, apoio a equipes multiprofissionais e integração com as Redes de Cuidado. Também promoveu ações educativas para profissionais e famílias, estimulou fluxos intersetoriais e o acolhimento de gestantes com TEA, fortalecendo a integralidade e a equidade no cuidado.
Resultados
A experiência resultou em maior visibilidade da pauta da neurodiversidade na atenção materno-infantil, com a qualificação da detecção de sinais de risco em unidades básicas, fortalecimento da articulação entre serviços e criação de pontos de referência regionais. Evidenciou-se maior sensibilização dos profissionais e aumento de encaminhamentos adequados para diagnóstico e acompanhamento.
Aprendizado e Análise Crítica
O processo mostrou que a coordenação do cuidado é fundamental para superar fragmentações e assegurar integralidade. Desafios como desigualdade territorial, ausência de profissionais especializados e limitações nos sistemas de informação ainda comprometem a continuidade do cuidado. A experiência destacou a importância de políticas intersetoriais, formação permanente e articulação entre níveis de atenção para garantir equidade.
Conclusões e/ou Recomendações
Conclui-se que a coordenação do cuidado materno-infantil, integrada às ações voltadas ao TEA, fortalece o SUS e amplia a inclusão. Recomenda-se a institucionalização dos fluxos intersetoriais, expansão de serviços de referência e investimento em capacitação permanente, consolidando uma rede mais acessível, equitativa e resolutiva.
Declaração de Conformidade com o Edital: ✅ Sim
Declaração de Cessão de Direitos: ✅ Sim