EIXO TEMÁTICO: EIXO TEMÁTICO 3 — Integração e Transversalidade: Conexões Intra e Intersetoriais para um Sistema de Saúde Inteligente e Responsivo
CATEGORIA: Nível Central – Experiências desenvolvidas na gestão ou nos serviços de saúde a nível central da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.
Política Pública para Enxaqueca em Pernambuco: Integração entre Gestão, Academia e Sociedade Científica para Fortalecimento do SUS
ID: 6438
Autores
Autor Principal: Rafaela Niels da Silva
Coautores:
- Erlene Roberta Ribeiro dos Santos
- Renan Carlos Feitas da Silva
- Luiz Severo bem Junior
- Juliana Ramos de Andrade
- Marcelo Moraes Valença
- Patrícia Carneiro
- Antonio Flaudiano Bem Leite
Período de Realização
Maio a Outubro de 2025
Objeto da Experiência
Construção de política pública estadual para enxaqueca, integrando gestão, academia e sociedade científica no SUS.
Objetivos
Instituir uma política pública inovadora e integrada para enfrentamento da enxaqueca em Pernambuco, estruturada sob a lógica da Atenção Primária em Saúde (APS), visando o reconhecimento da enxaqueca como condição sensível à APS (CSAP), a qualificação do diagnóstico e tratamento, e a ampliação da con
Descrição da Experiência
A política vem sendo construída pela SES-PE, com apoio da SBCe e IHS, integrando ensino, serviço e pesquisa em três eixos: 1. governança, com criação de GT e oficinas participativas;2)produção técnico-científica, com elaboração do Protocolo Clínico para Enxaqueca na APS; e 3)capacitação, com módulos no Telessaúde e ações educativas. O processo inclui monitoramento contínuo e definição de indicadores para reconhecimento da enxaqueca como Condição Sensível à APS no SUS-PE.
Resultados
O processo vem resultando na estruturação de pilares para uma política pioneira que integra ciência, gestão e sociedade, reconhecendo a enxaqueca como doença crônica e incapacitante. Estão sendo elaborados materiais educativos, capacitações via Telessaúde e ações em congressos e mutirões. O PCDT para APS vem orientando o cuidado integral e o uso racional de recursos, fortalecendo o protagonismo de Pernambuco e inspirando outros estados na construção de políticas para cefaleias primárias.
Aprendizado e Análise Crítica
O processo demonstra que o enfrentamento da enxaqueca como problema de saúde pública requer planejamento intersetorial, formação continuada, base científica sólida e articulação política. A experiência revela desafios na estruturação de fluxos assistenciais e na adesão dos municípios, e destaca o potencial de integração entre gestão e academia para formulação de políticas baseadas em evidências.
Conclusões e/ou Recomendações
A experiência em Pernambuco vem se firmando como marco na construção de uma política pública para enxaqueca, integrando vigilância, atenção primária e sociedade científica. Recomenda-se expandir o modelo, atualizando o PCDT, ampliando capacitações e criando núcleos regionais, garantindo cuidado integral e melhor qualidade de vida às pessoas que convivem com essa condição.
Declaração de Conformidade com o Edital: ✅ Sim
Declaração de Cessão de Direitos: ✅ Sim