EIXO TEMÁTICO: EIXO TEMÁTICO 1 — Vigilância em Saúde: Estratégias Integradas para a Proteção e Promoção da Vida
CATEGORIA: Região de Saúde (Geres) – Experiências desenvolvidas na gestão ou nos serviços de saúde no âmbito regional.
UTILIZAÇÃO DE TESTES RÁPIDO COMO ESTRATÉGIA NA BUSCA ATIVA E NO CUIDADO DE PACIENTES COM DOENÇA DE CHAGAS CRÔNICA NA XI REGIÃO DE SAÚDE DE PERNAMBUCO
ID: 5020
Autores
Autor Principal: ANE ELIZABETE DA ROCHA
Coautores:
- Amanda Alves da Silva
- Larissa Gabrielle Torres Príncipe
- Karla Millene Sousa Lima Cantarelli
- Maria Eduarda Freires Leite
- Maria José Mourato Cândido Tenório
- Silvana Paulo Bezerra
- Allisson Augusto Dinis Barros
Período de Realização
A experiência ocorreu em maio de 2025 a setembro de 2025.
Objeto da Experiência
Descentralizar o diagnóstico e o tratamento da Doença de Chagas em dois municípios da XI Regional de Saúde.
Objetivos
Descrever a experiência quanto à utilização de testes rápido na busca ativa, acompanhamento e tratamentos dos pacientes com Doença de Chagas Crônica.
Descrição da Experiência
No 1º semestre de 2025 foi executado o projeto piloto “Quem tem Chagas tem pressa”, em dois municípios da XI Regional de Saúde, dividido em três etapas. A primeira consistiu no treinamento dos ACS e ACE, a segunda na realização de testes rápido para Doença de Chagas Crônica (DCC), com coleta de sorologia dos casos positivos e envio ao LACEN/PE. Por fim, ocorreu o treinamento dos profissionais de nível superior, com apoio de especialistas do PROCAPE, UPE e SES.
Resultados
Em julho de 2025, foram realizados cerca de mil testes rápido em dois municípios, aplicados à população geral, em feiras livres, na recepção da UPAE e em mulheres em idade fértil. Das 62 amostras foram enviadas ao LACEN/PE, destas, 43 foram reagentes, 5 indeterminadas e 14 negativas. Os pacientes positivos, foram encaminhados à UPAE e às Unidades Básicas de Saúde para acompanhamento e realização de exames.
Aprendizado e Análise Crítica
O projeto é de suma importância, pois através dos treinamentos os mesmos ficaram sensibilizados a realizar busca ativa dos casos de DCC e os usuários tiveram apoio da saúde e agora são acompanhados de forma correta. Além disso, a Vigilância Epidemiológica da XI Regional identificou a subnotificação e carências na efetividade do trabalho no território.
Conclusões e/ou Recomendações
A partir da vivência descrita e os estigmas relacionados à Doença de Chagas Crônica, é possível inferir que o diagnóstico e tratamento representam um desafio, uma vez que os profissionais da Atenção Básica devem ter um olhar integral e a sensibilidade para busca ativa dos possíveis casos de DCC e o tratamento desses pacientes que provam que quem tem chagas tem pressa.
Declaração de Conformidade com o Edital: ✅ Sim
Declaração de Cessão de Direitos: ✅ Sim