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EIXO TEMÁTICO: EIXO TEMÁTICO 1 — Vigilância em Saúde: Estratégias Integradas para a Proteção e Promoção da Vida

CATEGORIA: Município – Experiências desenvolvidas na gestão ou nos serviços de saúde municipais.

TECENDO REDES, SALVANDO VIDAS: O PAPEL DO TRABALHO INTERPROFISSIONAL NO ENFRENTAMENTO ÀS VIOLÊNCIAS CONTRA A MULHER

Aprovado

ID: 4429

Autores

Autor Principal: Rafaelle Rodrigues Chaves Lima
Coautores:

  1. José de Siqueira Gonçalves júnior; Otto Oliveira Soares de Melo; Juliana Gomes de Barros; Maria Rosana de Souza Ferreira.


Período de Realização

Março a setembro de 2025.

Objeto da Experiência

Atuação do Grupo de Trabalho (GT) de Violências como espaço interprofissional e intrasetorial.

Objetivos

Fortalecer o cuidado integral às mulheres em situação de violência por meio de estratégias interprofissionais e intrasetoriais que garantam acolhimento qualificado, vigilância ativa e fluxos assistenciais resolutivos na Rede de Atenção à Saúde.

Descrição da Experiência

O trabalho desenvolve protocolos de acolhimento, promove reuniões periódicas pactuando fluxos e qualifica a notificação e vigilância dos casos. A perspectiva é ir além do encaminhamento burocrático, reconhecendo cada mulher em sua singularidade, fortalecendo vínculos e criando respostas mais assertivas, protetivas e humanas, envolvendo equipes de Saúde da Família, atenção especializada, saúde bucal e equipes multiprofissionais (psicologia, serviço social, enfermagem, medicina, odontologia).

Resultados

O GT integrou serviços, reduziu subnotificações e aumentou a resolutividade dos encaminhamentos. As equipes passaram a identificar sinais de violência precocemente, possibilitando intervenções rápidas e eficazes. A articulação fortaleceu a confiança nos serviços, ampliou a percepção das mulheres sobre direitos e acesso à justiça, além de consolidar a rede intersetorial entre saúde, assistência social e segurança pública.

Aprendizado e Análise Crítica

A experiência mostrou que enfrentar a violência contra a mulher não é apenas uma ação técnica, mas um compromisso ético com a vida. O desafio central está em manter a integração entre serviços diante das rotinas fragmentadas do SUS. A interprofissionalidade mostrou-se indispensável: cada saber contribuiu para enxergar dimensões que, isoladas, permaneceriam invisíveis. A principal lição é que “cuidar de mulheres em situação de violência é cuidar de um coletivo que se recusa a silenciar”.

Conclusões e/ou Recomendações

O GT demonstrou que fluxos qualificados e acolhedores só existem quando são construídos coletivamente. Recomenda-se ampliar a institucionalização dos GTs nos territórios, garantir formação permanente das equipes e fortalecer a integração com a rede intersetorial de enfrentamento à violência. Reafirmamos que quando diferentes vozes profissionais se unem, o silêncio da violência perde força.


Declaração de Conformidade com o Edital: ✅ Sim

Declaração de Cessão de Direitos: ✅ Sim

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